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domingo, 6 de Dezembro de 2009

Belém












Torre de Belém

Belém é um dos lugares que mais gosto por aqui. Lisboa não tem parques fantásticos como Londres e Paris, o que é uma pena, porque, com o clima da cidade, eles ficaram lindos praticamente o ano todo! Entretanto, a ribeira em Belém é um espaço gostoso e diferente que também é usado para aquele famoso passeio familiar de domingo.

Mosteiro dos Jerônimos - por fora e por dentro.

Simbólico e significativo – Era o local usado como ponto de partida dos navegadores. Onde encontramos o Padrão do Descobrimento (uma homenagem aos desbravadores), a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos. Os dois últimos em estilo manuelino.
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Padrão do Descobrimento
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“O monumento (Padrão do Descobrimento) tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.

A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.

No interior do monumento existe um elevador que vai até ao sexto andar, e uma escada que vai até ao topo de onde se descortina um belo panorama de Belém e do rio Tejo. A cave é usada para exposições temporárias.”














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Detalhes do chão sob o Padrão.



Pastel de Belém - O único doce português que eu realmente gosto. Não como pastel de nata, só os da Casa Pastéis Belém.

“Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. Nessa época, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o seu acesso era assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.

Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.

No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a "Casa Pastéis de Belém". Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccionando cerca de 10.000 pastéis por dia. A receita, transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na Oficina do Segredo, mantém-se igual até aos dias de hoje. Tanto a receita original como o nome "Pastéis de Belém" estão patenteados.”



Todos os textos citados foram retirados de http://pt.wikipedia.org/ .

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Os Homi

3ª feira (minha folga e feriado), quando eu pensava em dormir até o corpo doer e depois passear com o meu maridinho em algum canto aqui perto, acordo às 8h30 da manhã com a polícia na porta. “É pra cá mesmo???”, perguntei correndo o risco de tomar um fora oficial, mas sempre quando tocam aqui é engano… e o sono, e a polícia… Por que estariam nos procurando? “É da casa do sr. Raphael XPTO?”

Era mesmo pra gente.

“O senhor sabe onde está o seu carro?”, indagou um deles. “Puts, foi roubado.”, pensei eu. Dito e feito. Nosso carro foi encontrado em um outro subúrbio de Lisboa e a polícia veio procurar o dono, já desconfiavam do roubo e precisavam que o Rapha fosse à delegacia dar queixa, só assim poderiam continuar as investigações.

Já pensou isso no Rio? Primeiro, Deus me livre a polícia carioca batendo na porta lá de casa. Depois, nem sei quantos seriam necessários pra dar vazão a esse tratamento VIP… Porque, além de irem a nossa casa, serem super educados e pacientes, ainda deram uma caroninha básica ao Rapha até a esquadra.

Parece que o carro está inteiro, não foi danificado. Agora estamos esperando ansiosos que a perícia libere nosso companheiro de aventuras lusitanas!

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Coisas sobre as quais eu quis falar, mas alguém já falou antes…


1- Inverno:

O inverno, aqui em Lisboa, segue ao verão, já quase não se sente o Outono. De repente, um dia, você sai na rua e vê as pessoas de bota e casacos e nota que, enfim, o inverno está chegando. Ainda não faz frio, mas é melhor confiar no conhecimento popular! No ano em que cheguei, não me vesti adequadamente e fiquei doente como nunca estive.

2- Sainha

No Brasil, quem diria, uma jovem vai a faculdade com vestido (talvez) impróprio e é ameaçada pelos colegas. Precisou sair escoltada pela polícia para não ser agredida! Além disso, chegou a ser expulsa da instituição por não estar trajada como se deve.

Existe um debate na TV (memo depois de semanas) para saber se a roupa da estudande era inadequada ou não, curta demais ou não, se ela provocou ou não. Os jornalistas se resguardam, mas dão voz e formato a esse foco do conteúdo através dos entrevistados. Ao menos o que chegou aqui a Portugal, pouco se reflete sobre a reação dos estudantes. Uns animais no cio que nunca viram uma fêmea. Por que não falar do machismo, agressividade, permissidade, etc? Por que levar um especialista XPTO para falar de como seria certo a faculdade acolher a “diferente” saber colocá-la dentro dos padrões?!!! Hein?! Quer dizer então que todos os demais que criaram aquele circo estão dentro dos padrões de comportamento esperado????

Vejo repetido o antigo discurso de “ela provocou”, “ela pediu”, ainda que mascarado pelo "devemos orientá-la para inclusão". Espero que lá no Brasil alguém tenha se debruçado sobre o tema de forma menos machista, porque o que chegou até aqui foi bastante falho…


3- Escudos


Usando como bengala o bom texto da Aline , que chegou antes com o tema, quero falar do escudo x euro. Aqui em Portugal, já está para completar 9 anos da adoção do euro como moeda nocional. Mesmo depois de tanto tempo, as pessoas continuam fazendo conversão das moedas “Pá, são 20 contos! Isso dinheiro!” Contos é uma espécie contagem, mil qualquer unidade monetária (quem não se lembra dos “contos de réis” da literatura, por exemplo?!). 20 contos, no caso, seriam 20.000 escudos, moeda em vigor antes do euro.

As pessoas há quase uma década recebem e gastam em euros, mas continuam convertendo pra saber se algo é caro ou barato. O que mais me espanta são os jovens, gente com menos de 30 anos, repetindo essa prática.

Com a entrada do euro, o poder de compra do português caiu muito, os preços subiram e o salário não acompanhou, como é comum acontecer nesse tipo de mudança econômica. Eles têm muitas saudades daquela época, entretanto, com a entrada para comunidade europeia, Portugal cresceu bastante. Avanços tecnológicos, ampliação do transportes, modernização urbana, renovação da educação foram algumas das consequências da EU em Portugal, mas eles não costumam considerar muito isso, pensam mesmo no dindin que deixaram de ter.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Na hora certa, no lugar certo (e com câmera!)

Tenho uma grande paixão por fotografia, mas acho que nunca investi o suficiente nela. Já pensei em trabalhar como fotógrafa, mas, depois que descobri o vídeo, tirei essa ideia da cabeça. Talvez seja isso, o vídeo é minha paixão profissional, uma das poucas coisas em que tive realmente prazer em trabalhar, já a fotografia é maior, é um hobby. Um momento individual de gozo que só será partilhado posteriormente.

Há alguns anos li um depoimento do Amir Klink:

"Já acordado na Antártida, ouvi ruídos que pareciam fritura. (...) Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo: calma, você terá muito tempo para isso! Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas!"

Foto: Cartier Bresson, pra cobrir o vazio das fotos que não fizemos

É claro que, quando li, lembrei imediatamente do momento decisivo de Cartier Bresson. Tirando a metáfora que ele sugere no final, tratando especificamente de fotografias, na hora acreditei ter entendido o sentimento dele. Mas acho que só fui capaz de compreender completamente quando presenciei um momento extremamente fotográfico e não tinha máquina para registrá-lo. Vi 2 garis brincando ao lado de latões de lixo com um vestido de noiva que haviam jogado fora. No mesmo instante saquei que puta fotografia daria! Mas eu não estava “armada”…

Há pouco tempo revivi esse sentimento quando voltava do centro de Lisboa pra casa e vi no horizonte uma faixa rosa, pedi ao Rapha para passar pelo Tejo para vermos a coloração do céu de “perto” e sem os prédios como obstáculo. Prefiro nem descrever a paisagem, nunca seria capaz de fazer juz ao que vi. Novamente me arrependi por não ter ali, comigo, uma máquina e voltei a pensar no antigo plano de jamais sair de casa sem uma câmera fotográfica.
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Foto: Cristiane Chagas - Londres, o momento que eu não perdi

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Indianos, meus preferidos


Pra quem acompanha o blog desde sempre, sabe que Lisboa é uma cidade, hoje, com mais imigrante que portugueses (eu nunca vi nenhuma estatística sobre isso, mas tenho certeza kkkk). Acredito que a maioria seja de africanos e brasileiros, por motivos óbvios. Mas também encontramos muitos chineses, russos, moldavos, romenos e indianos.

Do pouco que pude conviver com essas pessoas e suas culturas, incluindo portugueses e brasileiros, os que melhor me impressionaram foram os indianos. Não pela novela, pelos lindos tecidos, pelas jóias, pela pintura do rosto ou pela rena no corpo, mas pelo seu gênio. Sempre tão serenos… São simpáticos, falam baixo e costumam ser educados com a família e com os estranhos. Não sei como se comportam dentro de casa ou a imagem que transmitem a quem visita a Índia, onde estão em maioria e em maior diversidade de caráter (se alguém já esteve lá, me diga qualquer coisa), mas, aqui, não tenho do que reclamar.

Bem, os homens, quando andam em grupo na rua e resolvem olhar pra você, são um pouco estranhos, dá um certo medo. Mas, também, não dizem nada. Ao contrário dos africanos que ficam gritando “zuca”, “oh, zuca”. “Valeu, você é muito esperto, descobriu que eu sou brasileira. Até uma ameba era capaz de concluir isso. Agora, me deixa em paz que eu não te conheço de lado nenhum e já não gosto de você!” Eu penso, mas não digo uma palavra, finjo que não é comigo, mesmo que gritem no meu ouvido, e sigo em frente, porque nessas horas a melhor solução é não dar corda. Afiiii, odeio quando eles fazem isso!

domingo, 25 de Outubro de 2009

Dominando o mundo


Chegamos em Bruxelas no nono dia de uma viagem de dez, depois de despertar bem cedo de uma noite mal dormida. A viagem de trem de Amsterdam até a capital belga foi boa, tirando o período em que uma criança resolveu gritar dentro do vagão, normal. Sabíamos que o dia seria longo, era este o prazo para conhecermos o máximo da cidade e ainda nem tínhamos um lugar para pernoitar...

Após sairmos do trem meio grogues, a primeira providência era encontrar um lugar para ficar. Fomos ao ponto de informação da estação, pegamos um mapa e mãos à obra! Andamos alguns minutos pelo centro da cidade completamente vazio, fora da zona turística. Logo descobrimos que a região tinha muitas ruas além das do mapa e não sabíamos se estávamos indo na direção certa. Ok, hora de pedir informação. Reduzimos o ritmo da caminhada, preparamos os neurônios (afinal, teríamos que encontrar um belga, falar em inglês, fazê-lo encontrar uma referência no mapa incompleto, entender tudo isso e, claro, seguir corretamente as instruções, isso se ele soubesse ajudar, UFA!).

Fui observando, vendo se havia alguém sem cara de bebum na rua ou algum comércio aberto. De repente vemos “Casa de carne”, e o Rapha diz “deve ser de português…” “não Rapha, em Portugal, açougue se chama talho e português não muda nada. Isso é de brasileiro”. Dito e feito, os donos eram brasileiros, de Minas. Depois vim descobrir que é comum esse nome no Brasil, mas nunca havia visto no Rio. Ah, além de carne, eles também vendiam queijo, minas, claro hehe.

Bem, eles nos indicaram a direção do albergue e chegamos lá rapidinho. Depois disso, andando pela cidade ainda encontramos um bar brasileiro e uma loja de havaianas. Em pensar que a segunda pessoa com quem falei na Bélgica foi uma brasileira! Nossa, isso acho que herdamos dos portugueses, tem brasileiro em tudo que é canto!!!

obs.: só eu (vivo em PT) tenho uma prima na Espanha, uma amiga na França, outra em Singapura, alguns em Londres, um casal nos EUA, uma colega no Chile, e por aí vai...

Acabei não tirando foto do açougue, ficam aí as fotos dos outros dois empreendimentos (a loja de havaianas, acho que não era de brasileiros, mas tá valendo…)



sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Docinhos


Meus doces favoritos sempre foram a base de chocolate, pouco fujo a isso. Cremes, chantilly, tortinhas, de um modo geral não me atraíam. Mas tanto se fala da confeitaria francesa que resolvi experimentar umas tortinhas e outros doces. Pra dizer a verdade, não colocava muita fé, porque aqueles doces tão bonitos, tão delicadamente confeitados, não podiam ser assim tão gostosos (ao menos pra uma pessoa que em tese, lembrem, não curte cremes e afins). Surpresa, são simplesmente deliciosos! Azedinhos, sutilmente adocicados, uma textura maravilhosa e uma harmonia de sabores de forma que conseguimos identificar a mistura de ingredientes frutas, cremes, chocolates, massa, seja o que for. E, no final, ao invés do enjoo, uma gostinho de quero mais.

Amei!

E pra completar a minha felicidade ainda descobri uma bomba de pistache com um leve toque de chocolate. Nunca imaginei gostar tanto de tortinhas! Hummmmmmm

Mas, saindo da França, continuo desconfiada da qualidade dos docinhos, prefiro não arriscar a ter que lidar com a frustração de um chantilly amanteigado, um gosto açucarado em excesso, uma massa murcha, frutinhas sem gosto…
 

©2009 Notas lusitanas | by TNB