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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os mano

Novamente de carrinho! Não é nada prático viver sem carro em um lugar frio, no subúrbio, onde os supermercados são razoavelmente distantes e fecham cedo. Mas já conseguimos resgatá-lo e a vida segue mais cômoda.

Tivemos, com essa confusão, alguns gastos extras: levaram nosso guarda-chuva novo do IKEA, precisamos pegar um táxi que não estava no script e o Rapha gastou uns trocos de passagem para buscar o carro. Ok, umas bobagens, aborreceu, mas não chegou a doer no bolso.


O mais surpreendente, entretanto, foi o Rapha descobrir (ele jura!) que os ladrões puseram gasolina no carro!!! Adorei isso! Foi bem pouco, provavelmente o suficiente pra chegar onde eles queriam, nem deu pra cobrir nossos gastos extras, mesmo assim é divertido. Fico pensando na reação dos caras... Eles devem ter dito "PQP! Roubar pobre é foda! Ainda tenho que abastecer!" hahaha

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Os Homi

3ª feira (minha folga e feriado), quando eu pensava em dormir até o corpo doer e depois passear com o meu maridinho em algum canto aqui perto, acordo às 8h30 da manhã com a polícia na porta. “É pra cá mesmo???”, perguntei correndo o risco de tomar um fora oficial, mas sempre quando tocam aqui é engano… e o sono, e a polícia… Por que estariam nos procurando? “É da casa do sr. Raphael XPTO?”

Era mesmo pra gente.

“O senhor sabe onde está o seu carro?”, indagou um deles. “Puts, foi roubado.”, pensei eu. Dito e feito. Nosso carro foi encontrado em um outro subúrbio de Lisboa e a polícia veio procurar o dono, já desconfiavam do roubo e precisavam que o Rapha fosse à delegacia dar queixa, só assim poderiam continuar as investigações.

Já pensou isso no Rio? Primeiro, Deus me livre a polícia carioca batendo na porta lá de casa. Depois, nem sei quantos seriam necessários pra dar vazão a esse tratamento VIP… Porque, além de irem a nossa casa, serem super educados e pacientes, ainda deram uma caroninha básica ao Rapha até a esquadra.

Parece que o carro está inteiro, não foi danificado. Agora estamos esperando ansiosos que a perícia libere nosso companheiro de aventuras lusitanas!

sábado, 6 de setembro de 2008

should I stay or should I go

foto: é velho, mas é meu e está pago (o carro, não o marido)

Pra quem sentiu falta de coisas boas a respeito de Portugal:

Aqui, vc pode comprar muita coisa por menos de 1 euro, arroz, feijão, yogurtes, produtos de limpeza, etc. E, mesmo convertendo, na maioria, esses produtos saem mais baratos que no Brasil. Foi aí que acabei descobrindo que no Brasil, especialmente no Rio, se ganha em real e se vive em euro, e muitas vezes em LIBRA.!!! Ainda que o salário seja baixo, o custo de vida tb é baixo, se vc não for muito gastão, o salário cabe no mês!!!

Portugal é o país mais barato da Europa e tb o de menor ordenado... Bem, nada podia ser perfeito heehe Os preços baixos, o clima (tb é o mais quente), as praias e a comida, atraem muuuuuuuitos turistas. Em Lisboa, eu entendi o que é viver de turismo. A cidade fica cheia o ano inteiro, mesmo não tendo toda essa oferta de serviço que nós temos; por exemplo, muitos restaurantes (turísticos, inclusive!!!) não abrem aos domingos e costumam fechar bem cedo, comer depois das 22h/23h pode ser uma aventura desagradável. Encontrar uma famácia é bem difícil, aberta então... hehe Aqui, as farmácias funcionam em horário comercial, fecham pra almoço e não abrem aos domingos. Farmácia é algo tão escasso que, quando pego um táxi para casa, digo logo ao motorista, "moro não sei onde, perto da farmácia", não sei onde é grande e ele não conhece bem, mas a farmácia ele sabe exatamente onde fica. No Rio, se digo ao taxista que moro próximo à farmácia, ele vai rir de mim, tem uma a cada dois passos! ehehe

Quem vem a Lisboa e vive o cotidiano da cidade sente logo uma diferença brutal com relação as grandes capitais do Brasil: a violência e a pobreza aqui estão em outros níveis. Portugal não é um país rico nem evoluído teconologica ou industrialmente, há quem diga até que ele não é Europa e sim norte da África. Isso devido à imagem que temos dos países europeus. Diferente da Noruega, Suíça ou Países Baixos, os serviços públicos e qualidade de vida estão longe da perfeição. Se bem que eu não acho "qualidade de vida" ter um inverno agressivo e um verão com máximas de 20 graus (ualllllll, q calor! ehhe), mas, no que diz respeito a organização pública, benefícios e tal, estes países são realmente evoluídos.

Ainda assim, comparando com Rio e SP a violência chega a ser bucólica. Agora, para contrariar o que estou dizendo, vêm acontecendo alguns assaltos a bancos e outras instituições, mas a violência, a agressão, o perigo de andar na rua, isso é realmente muito sutil. O que se vê em todos os transportes são alertas para ter cuidado com os carteiristas ou batedores de carteira, como dizemos. As placas em português e inglês são normalmente destinadas aos turistas, porque quem vive aqui já está mais que avisado, já sabe até quem são. De resto, me sinto muito segura. Quando cheguei, estranhava as ruas vazias à noite, ao contrário do Rio, não há vida nas ruas à noite e mesmo assim é seguro circular por elas. Se já não me sentia confortável na "cidade maravilhosa" antes de vir pra cá, hoje acho que já não me adapto àquele cotidiano neurótico.

Amo o Rio, quanto mais conheço o mundo, mais me convenço de que é realmente o lugar mais fantástico que existe ( e não são só os cariocas que pensam isso!). Infelizmente, a cidade vem sendo destruída há décadas e não acredito que o processo possa ser revertido.

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