quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Que imigrante nunca se sentiu assim?

Um rapaz ao morrer foi para o céu. Lá chegando, foi recepcionado por São Pedro, recebeu seu par de asas, auréola e harpa e foi juntar-se a outros anjos em sua rotina celestial. Um belo dia, passa por ele uma nuvem com trio elétrico, cerveja à vontade e mulheres voluptuosas rebolando ao som do axé. Imediatamente, nosso novo anjo pergunta à São Pedro que nuvem era aquela. São Pedro então responde que aquilo erro o inferno. Mas que céu que nada, excitado com aquela festa, o rapaz pede para que São Pedro o envie ao inferno. Feito isto, nosso herói se depara com uma realidade diferente. Uma fornalha à sua frente, cheiro de enxofre, correntes em suas mãos e pés e chicotadas do capeta. Ao perguntar ao dito cujo onde estava, recebe de pronto que estava no inferno. Mas, e aquela nuvem?, indaga o rapaz. E o capeta responde:

-Aquela nuvem era para turistas, agora você é imigrante!

Galeão - Set./2007

Entrei em um site outro dia e encontrei essa piada. O "colunista" falava da relação entre consumidor e empresa, mas nem li o restante do texto, parei nas reflexões sobre a minha experiência de imigrante.

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O país estrangeiro pode acabar se tornanado um inferno em alguns momentos. Nova cultura, leis e regras diferentes, outros hábitos alimentares. Além da falta de referência, dos seus contatos pra dar um help na hora do aperto ou da orelha amiga na hora da deprê.

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O mais estranho é que, quando retornamos ao país de origem (ainda que sempre estivéssemos cientes dos seus aspectos negativos), nos sentimos um pouco forasteiro. O vínculo e o coração estão aqui, na pátria mãe, na língua mãe, afinal, não é à toa que as chamam assim. Mas, nós, nós nos tornamos cidadãos do mundo.

2 comentários:

Rosa Lopes disse...

Como disse o sábio; "quem sai da sua terra natal, noutro canto não pára..."

Cris disse...

Verdade... Nunca tinha parado pra pensar nisso. Tem certas coisas que só nos tocam qd a gente as vivencia, né?!

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