terça-feira, 15 de junho de 2010

Imposto pago pra que?

Essa semana, o Rapha foi ao INSS para confirmar uma informação importante, na qual eu não conseguia acreditar, apesar de já estar ciente dela há alguns anos. Depois de 6 meses sem contribuir para o INSS, mesmo estando desempregado, você perde os direitos referentes aos anos que já contribuiu. Um absurdo!

Olha o caso do Rapha, nós fomos para Lisboa e contribuímos lá, devido a um acordo entre Portugal e Brasil, podemos incluir esse período no cálculo da aposentadoria, por exemplo (além de ser válido para outros benefícios também). Ou seja, ele pagava os impostos aqui, se mudou para lá e começou a pagar novamente em menos de 6 meses, então o governo não considera que tenha havido um intervalo. Agora, ele está desempregado, em vias de fazer 6 meses sem trabalho, logo sem pagar os impostos. Em função disso, se declarou autônomo para o INSS e vai pagar o imposto nessa condição, a fim de não perder todos os anos anteriores.

Meu questionamento é, como uma pessoa sem emprego, portanto sem dinheiro, pode pagar um imposto? Isso é uma grande sacanagem – me desculpem, mas não consigo encontrar outra palavra para descrever a situação.

A taxa de desemprego no país é altíssima, o governo não toma grandes providências para resolver isso (diminuindo impostos, gerando incentivos, facilitando a abertura e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas) e o cidadão que se vire para não perder anos de contribuição!

Eu não tinha essa informação na época e acabei perdendo 1 ano de impostos já pagos! Espero que esse post possa ajudar alguém. Porque, levados pelo bom senso, não somos incapazes de imaginar (e aceitar) essa lei insensata.

10 comentários:

Leonardo disse...

Ihh... F****! Sério isso? Faz um ano que não pago... Isso significa que os cinco anos que contribuí foram pro lixo? Nem o tempo de contribuição conta? Vou ter que recomeçar do zero? Acho que preciso dar uma passadinha no INSS... Sensação de "quero meu dinheiro de volta"...

Cris disse...

Leonardo, confirma mais uma vez essa informação, pq eu já falei com uns não sei qts funcionários e ainda não consigo acreditar kkk Só rindo, é muito absurdo! Mas minha mãe e minha sogra perderam anos de contribuição assim :(

De qq forma, ve se vc tem como pagar com multas (como autonomo ou coisa parecida)o tempo que não pagou para não perder os anteriores. Eu ainda não pesquisei essa hipótese.

Se souber de algo, posto aqui depois...

BOA SORTE!

Janete disse...

Cris,sem esquecermos que a "generosa" Previdencia Social paga aposentadorias a pessoas que nunca contribuíram um dia sequer.
É desanimador!!!!!

Malu Lia disse...

Oi, Cris! Tudo bem? Menina, fiquei chocada agora. Mas não conta nem pra aposentadoria? Como assim? Que absurdo! Mas tipo, a minha mãe não trabalha há anos e pagou só uns meses à previdência como autônoma. Só que ela perdeu a carteira de trabalho antiga e eles lá no INSS disseram que se ela conseguir provas dos lugares onde trabalhou (há 40 anos atrás), e se comprovar anos suficientes de contribuição, ela pode pedir a aposentadoria. Nunca disseram a ela que os anos em que ela está inativa invalidavam os anteriores...

Maíra disse...

Oi? Inacreditável, não sabia disso não! Quer dizer então que meus 8 aninhos contribuindo no Brasil foram pro ralo? Putz, que lama...

Cris disse...

Janete, a pensão do meu tio falecido não ficou pra ninguém da família mesmo depois da minha tia ter entregue a eles milhões de documentos. Tenho certeza q alguém está papando!

Marluce, se eles não informam o que a gente pergunta , o que a gente não pergunta então...

Maíra, procure um advogado q esteja acostumado trabalhar com isso. De repente, vc consegue recuperar pagando com multa esse tempo que não contribuiu(como eu sugeri ao Leonardo). No seu caso são muitos anos, qd for se aposentar, vai fazer muita diferença! Corre atrás disso, menina!

Queridos, vou ver se procuro alguém que me fale mais sobre o assunto, q conheça alguma brecha na lei ou qq coisa assim. Se souberem de algo, não deixem de me avisar!

Rosa Lopes disse...

Cris mais que a questão de impostos, sobre o desemprego no Brasil me espante.
E o crescimento do PIB, 9% no 1o trimestre? Diminuição da população pobre p/ 29%?

E agora, qual credibilidade terão minhas informações jornalisticas?
Beijos

Cris disse...

Oi Rosa,

tava estranhando ninguém ter comentado isso kkkk

Eu não vou justificar nem criticar dados oficiais aqui, até por não ter muito embasamento pra isso (ainda que pessoalmente eu especule estas questões). Eu só acho que a vida real é muito mais complexa que os dados e que estes, muitas vezes, são manipulados de acordo com o interesse do governo.

O que eu tenho visto no meu dia-a-dia é uma grande dificuldade das pessoas de conseguirem emprego, uma insatisfação generalizada por parte dos que estão empregados (q não podem mudar, pq não têm muita opção) e uma massa de pessoas de classes, idades e formações distintas se agarrando ao concurso público como tábua de salvação. Sem falar que, com freqüência, para essas taxas eles incluem emprego informal, autônomos, empregos temporários, pessoas que não estão estabilizadas economicamente, mas que na época da pesquisa estavam “se virando”. Além disso, comparativamente (já que o Brasil é falado, especialmente no exterior, como um país que superou bem a crise, etc), em Portugal (e acredito que nos outros países tb seja assim), vc consegue trabalho, pode não ser na sua área, pode não pagar muito bem, mas acaba rolando. Aqui.... ai...

Rosa Lopes disse...

Cris, a crise é sentida proporcionalmente ao estilo de vida de cada país.
Como no Brasil não tinhamos a muito tempo uma situação diferente, não se vão sentir mudanças positivas nem tão cedo...

Eu acredito na manipulação de dados e na visão do dia a dia bem mais que em jornais.
Bj

Cris disse...

Ah, claro, e nem as negativas. Aqui não se sentiu muito a crise pq sempre estivemos em crise, já na Europa os países mais fortes, como Alemanha e Inglaterra, foram os primeiros a se abalar.

Sobre os dados, não q eles seja exatamente falsos, mas, digamos, são construídos de maneira convenientes.

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